quinta-feira, 19 de abril de 2012

Desenvolvimento Motor e Sensorial no Bebé

Desenvolvimento motor:


 - O desenvolvimento é um processo contínuo que começa com a vida, isto é, na concepção, e a acompanha, sendo agente de modificações e aquisições. A sequência do desenvolvimento no período pré-natal (antes do nascimento) é fixa e invariável.
- A cabeça, os olhos, o tronco, os braços, as pernas, os órgãos genitais e os órgãos internos desenvolvem-se na mesma ordem, e aproximadamente nas mesmas idades pré-natais em todos os fetos, ou seja, o crescimento e as mudanças no comportamento são ordenados e, na maior parte das vezes, ocorrem em sequências invariáveis (ex: todos os fetos podem mover a cabeça antes de poderem abrir as mãos);
- Quando nasce, a cabeça do bebé representa ¼ do comprimento total;
- O peso é muito variável e está na dependência do estado socioeconómico e nutricional da mãe;
- Os meninos têm geralmente um peso 4% superior ao das meninas;
- Os recém-nascidos de uma forma geral, que nascem com baixo peso conseguem aproximar-se das curvas de crescimento dos recém-nascidos normais, mas não igualá-los;
- Todas as crianças conseguem sentar-se antes de ficar de pé, ficar de pé antes de andar e desenham um círculo antes de poderem desenhar um quadrado;
- Todos os bebés passam pela mesma sequência de estádios no desenvolvimento da linguagem: balbuciam antes de falar, pronunciam certos sons antes de outros e formam frases simples antes de pronunciarem frases complexas.
- Existe uma sequência na aprendizagem das capacidades motoras, a idade pode mudar ligeiramente, mas a sequência é a mesma para todas as crianças, cada uma delas passa por cada estádio de desenvolvimento sensivelmente na mesma idade.


Exemplos:
 - Os bebés seguram a cabeça antes de se sentarem sem apoio;
 - Sentam-se antes de gatinharem;
 - Gatinham antes de andarem. 




  


O desenvolvimento é padronizado e contínuo mas nem sempre uniforme e gradual. Há períodos de crescimento físico muito rápido (surtos do crescimento) e de incrementos extraordinários nas capacidades psicológicas.
Por exemplo:
 - A altura do bebé e o seu peso aumentam enormemente durante o primeiro ano, e os pré-adolescentes e adolescentes também crescem de modo extremamente rápido;
- Os órgãos genitais desenvolvem-se muito lentamente durante a infância, mas de modo muito rápido durante a adolescência;
- Durante o período pré-escolar, ocorrem rápidos aumentos no vocabulário e nas habilidades motoras e, por volta da adolescência, a capacidade individual para resolver problemas lógicos apresenta um progresso notável.


O Desenvolvimento Sensorial (Visão, Audição, Olfacto, Paladar e Tacto) não segue os mesmos padrões para os cinco sentidos no recém-nascido. Vejamos como cada capacidade tem um “tempo” específico para se desenvolver:

1) Visão
- O bebé vê desde que nasce, no entanto a sua visão vai-se desenvolvendo aos poucos;
- Quando nasce a visão é meio embaçada, mas ele distingue luz, formas e movimento;
- O recém-nascido só vê bem a uma distância de 20 a 30 centímetros - ideal para perceber com clareza o rosto da pessoa que o carrega ao colo (mãe – coisa mais importante do mundo do bebé);
- Entre os 2 e os 4 meses de idade, as diferenças entre as cores vão ficando mais claras, e o bebé começa a distinguir tons semelhantes;
- Por volta dos 6 a 8 meses de idade ele vê o mundo quase tão bem quanto um adulto;
- A cor dos olhos da criança está próxima da sua cor definitiva.



2) Audição
- A audição está funcional mesmo antes do nascimento pois o feto responde a sons e parece aprender a reconhecê-los (ex: sons da fala, ruídos do meio externo, da natureza);
- o bebé com 3 dias de vida é capaz de distinguir a voz da sua mãe da voz de uma pessoa desconhecida e prefere a sua língua materna;
- O reconhecimento precoce das vozes e da linguagem ouvida no útero poderá ser visto como um mecanismo precoce da relação pais - criança;
- Comparativamente aos adultos, a acuidade auditiva de um recém-nascido é bastante mais apurada do que a sua acuidade visual;
- Ao ouvir determinado som, o recém-nascido volta a cabeça na sua direcção, o que indica a capacidade de localizar estímulos auditivos (fonte sonora) pouco depois do seu nascimento.

3) Olfacto
- O sistema olfactivo aperfeiçoa-se muito rapidamente logo nos primeiros dias e semanas de vida;
- O recém-nascido é capaz de localizar a proveniência dos odores e distingui-los;
- Bebés com 6 dias de vida, que estejam a ser amamentados, demonstram preferências por compressas com o odor do seio da sua mãe, em comparação com o de outra mulher que esteja a amamentar, embora tal facto não se verifique em bebés com apenas dois dias de vida, sugerindo, assim, que os bebés precisam da experiência de alguns dias para aprenderem a conhecer o odor das suas mães. Os bebés que são alimentados a biberão não são capazes de efectuar esta distinção.



Numa perspectiva evolucionista, o reconhecimento e a preferência pelo odor do seio da própria mãe poderá ter sido um mecanismo de sobrevivência. As mães e outros membros da família também são capazes de identificar o odor do seu bebé, o que sugere que o sentido do olfacto pode contribuir para o reconhecimento do parentesco.



4) Paladar
- O paladar é o sentido mais apurado à nascença, pois os bebés têm-se mostrado capazes de distinguir o sabor doce do amargo;
- Quanto mais doce for o líquido, mais forte é a sucção e mais líquido o bebé ingere (preferência pelo doce);
- O leite materno é bastante doce, tal como os alimentos, legumes e frutos que desde cedo passam a fazer parte da dieta alimentar do bebé;
- As respostas de rejeição do bebé face a sabores amargos, são provavelmente um mecanismo de sobrevivência na medida em que muitas das substâncias amargas são tóxicas.

5) Tacto
- Os sentidos cutâneos responsáveis pela sensibilidade ao tacto, à pressão, à dor e à temperatura, estão funcionais desde o momento do nascimento, embora a sensibilidade cutânea aumente durante os primeiros dias e semanas após o nascimento;
- Os recém-nascidos são também sensíveis ao ritmo (ao embalar, a palmadinhas no rabo).

 Como futuros professores e treinadores, sempre que estivermos envolvidos em actividades com recém-nascidos (ex: natação para bebés) devemos ter em conta as capacidades que o bebé já tem desenvolvido em função da idade e verificá-las, uma vez que o desenvolvimento de cada bebé segue a mesma sequência mas a idade pode variar um pouco em função da maturidade que o bebé já tiver, que por sua vez depende muito dos estímulos que lhe forem dados no dia-a-dia pelos pais, educadores e pelo meio.
Um exemplo prático são as aulas de Natação para bebés:

- A natação para bebés além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardio-respiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças respiratórias;
- Um dos momentos mais importantes na natação é o exercício constante que se faz com os pais. É a inteligência emocional que através de atividades específicas, faz uma aproximação entre todos os bebês, os seus familiares e o professor. Esse contato é de extrema importância para o desenvolvimento afetivo, já que sabe-se que o controle emocional é basicamente formando aos dois anos de idade.



Segue um quadro resumo do desenvolvimento sensorial e motor do recém-nascido durante o primeiro ano de vida:

Desenvolvimentos Sensoriais e Motores
1º mês
2º mês
3º mês
4º mês
Observa os objectos mas não os tenta agarrar; Coordena os movimentos laterais dos olhos; Reage às sensações positivas ou negativas, acalmando-se ou chorando; Reage à voz das pessoas que falam com ele.
Começa a observar tudo o que os rodeia; Vocaliza, respondendo aos estímulos agradáveis; Assusta-se quando ouve barulhos inesperados; Prefere objectos de cores brilhantes; Melhora o seu tónus muscular.
Observa os seus dedos, seguindo os seus movimentos; Pode suster um brinquedo com a mão; Persegue com a cabeça, qualquer objecto que lhe coloquem à frente; Pára de chuchar para escutar um barulho e vira a cabeça para o sitio de onde vem o som.
Quando gira a cabeça, está em condições de coordenar o movimento dos olhos; Adapta a vista a diferentes distâncias; Fica tranquilo com música; Consegue apanhar objectos, inclusive pequenos; Segue o movimento dos objectos e a direcção dos sons.
5º mês
6º mês
7º mês
8º mês
Agarra os objectos de forma decidida; Se lhe dão uma roca, atira-a ao chão; Tenta agarrar com uma ou com as duas mãos tudo o que lhe interessa.
Deixa de chorar se ouve música; Está em condições de manejar objectos; Segura um brinquedo com uma mão, agarra outro e ainda observa um terceiro; Brinca com a comida e manipula-a com muita animação.
Explora o seu próprio corpo com as mãos; Consegue suster um objecto diferente em cada mão; Gosta de brincar com brinquedos barulhentos, mostrando-se contente com o ruído.
Consegue apanhar objectos mais pequenos, sustendo-os entre o polegar e o indicador; Diz adeus e bate palmas; Aponta para o que lhe interessa; Consegue agarrar coisas com os dedos polegar, indicador e médio.
9º mês
10º mês
11º mês
12º mês
Agarra, por si, o biberão para beber; Pode erguer uma torre de legos; Agrada-lhe bastante tocar tambor; Consegue achar objectos escondidos; Se tem as mãos ocupadas, deixa cair um brinquedo para apanhar outro.
Distingue objectos, examinando-os mais atentamente; Brinca com objectos de encaixe simples; Quando ouve música, reage cantando ou dançando; Consegue suster dois objectos com uma só mão.
Já leva a colher à boca; Utiliza diferentes caixas para introduzir ou retirar objectos; Observa as páginas de um livro; Consegue descalçar os sapatos; Enfia argolas num bastão.
Gosta de brinquedos muito ruidosos; Desmonta e volta a montar objectos.

sábado, 24 de março de 2012

Hereditariedade vs Meio

Hereditariedade


Conjunto de potencialidades que o indivíduo possui e que são herdadas no momento da concepção.
Métodos fundamentais do estudo da hereditariedade humana: 

1) ADN: estudo dos genes responsáveis por determinadas características;
2) Genealogia: estudo das características que numa dada família são transmitidas de geração em geração;
3) Gemelologia: estudo do comportamento dos gémeos idênticos (produto de um mesmo óvulo) e que foram separados à nascença para identificar os comportamentos controlados pelos genes herdados e os que são contrlados por factores externos, como as relações precoces e a dinâmica familiar.

CURIOSIDADES de estudos feitos

Ø  Os estudos apontam para o facto de os gémeos tenderem a ter níveis de inteligência idênticos;
Ø  Se ambos os pais são débeis mentais, as crianças tendem a sê-lo numa proporção de 9 em cada 10;
Ø  Os indivíduos de meios pobres e intelectualmente pouco estimulantes, tendem a ter um Q.I. mais baixo;
Ø  A predisposição para doenças mentais é elevada tratando-se de doenças como a epilepsia, ciclotimia, psicose maníaco-depressiva;
Ø  Aptidões para a música, matemática e outras têm sido apontadas, mas não existe nenhum consenso sobre esta questão.



        Meio

Conjunto de elementos que nos planos fisiológico, sensorial e sociocultural influenciam o desenvolvimento do indivíduo.
A influência do meio começa na fase de fecundação e prolonga-se ao longo da vida do indivíduo:

Gestação. Durante a fase de gestação, uma "criança" pode ser afectada por inúmeros factores externos que lhe provocam certas deformações, como por exemplo:
Ø  Medicamentos e outros produtos químicos ingeridos pela mãe, que podem provocar alterações no ADN, originando malformações;
Ø  Drogas;
Ø  Doenças da mãe (diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola);
Ø  Radiações atómicas;
Ø  Determinados estados emocionais podem afectar o desenvolvimento do feto.

Desenvolvimento: após o nascimento, o meio continua a actuar sobre o material genético estimulando o desenvolvimento ou não de certas características hereditárias. A melhoria da alimentação e das condições de vida provocam, por exemplo, um aumento da estatura dos indivíduos. 

Senso Comum vs Ciência

          O Senso Comum ou conhecimento vulgar é o tipo de conhecimento acumulado no nosso quotidiano, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas. Todavia, este conhecimento, sendo comum a todos os homens, é imprescindível para a resolução dos seus problemas do quotidiano, permitindo-lhes orientarem-se no mundo.

          Ciência é um saber científico, um método formal de pesquisa baseado na faculdade racional do ser humano e na comprovação experimental do facto investigado. A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona. O conhecimento científico representa um nível de conhecimento mais aprofundado do real do que o conhecimento vulgar.

          O diagrama e o vídeo que se seguem ajudam a perceber as principais características do conhecimento vulgar e conhecimento científico e o que as difere.










             

"A Psicologia pode ser caracterizada como uma ciência que usa metodologias de investigação variadas, quer quantitativas quer qualitativas...''


Para se afirmar como ciência, a psicologia define o seu objecto que é resumido em quatro palavras: descrever, compreender, explicar e prever. Para atingir o seu objectivo, a psicologia utiliza diferentes métodos. Cada ramo da psicologia tem o seu método de investigação:


Método introspectivo

              A introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que está dentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. A introspecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.
Wilhelm Wundt criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção na segunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve o que sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar a experiência consciente.
Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta.
Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista, defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo que sentimos.
            Assim, devido ao uso do método introspectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da sua tradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.
            Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagem verbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, como todos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra, outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. 
           
Método experimental

            Os psicólogos que aplicaram e desenvolveram este método, como Watson, centram-se quase que exclusivamente no estudo do comportamento humano, em ambientes laboratoriais, controláveis e modificáveis, seguindo os mesmos princípios metodológicos usados pelos físicos e químicos no estudo da natureza.
            Pretendem estabelecer medidas cientificas sobre o comportamento dos seres vivos, homens ou animais, determinando as suas leis gerais sempre que ocorrem condições idênticas. Estas leis permitiriam não apenas explicar o comportamento, mas também prevê-lo e controlá-lo.
            A observação centra-se em dados exteriores ao observador, separando desta forma o objecto do observador.

-Estudo das variáveis
            Os procedimentos seguidos no estudo das relações de causa-efeito na psicologia experimental são concebidos como uma relação entre variáveis, numa dada situação controlada.
            Entende-se por variável uma qualquer propriedade ou característica de um dado sujeito que pode ser quantificado ou precisado com rigor. Exemplos de variáveis: idade, altura, peso, sexo, etc.
            Denomina-se por variável independente aquela cuja modificação se supõe poder produzir uma modificação num dado comportamento observável (variável dependente ou variável de resposta). O objectivo do investigador é comprovar se os efeitos provocados pela variável independente sobre a variável dependente são aqueles tinha suposto como hipótese.
            Para além destas, o experimentador deve ainda ter em conta a existência de outras variáveis - as variáveis externas -, que podem influenciar os resultados obtidos, embora nem sempre sejam facilmente identificadas.
           
           
Etapas do Método Experimental

O método experimental pode ser dividido nas seguintes etapas:

a) Identificação e análise do problema ou situação

b) Formulação de uma hipótese explicativa

c) Experimentação -manipulação e controlo das variáveis no grupo em observação (experimental)

d) Conclusão - confirmação da hipótese

Limitações do método experimental:
- complexidade do objecto de estudo -o comportamento humano;
- as condições laboratoriais em que as experiências são feitas tendem a produzir respostas falseadas. Neste sentido, as generalizações das conclusões obtidas com este método são alvo de grandes críticas.
  
Método Clínico

            É um método de diagnóstico e tratamento de pessoas com problemas de comportamento ou emocionais. Os grandes impulsionadores deste método foram Piaget e Kholer. Este método é um estudo feito á um único individuo e é composto por três fases:
1-   Anamnese;
2-   Entrevista;
3- Observação.
  
 Método psicanalítico
O objectivo deste método é conhecer o inconsciente, para isso Freud, o grande fundador deste método, fornece alguns procedimentos que nos permitem obter informações sobre o inconsciente do paciente:

1-      Hipnose;
2-      Interpretação dos sonhos;
3-      Actos falhados;
4-      Transferência (positiva ou negativa)
Outras técnicas:
            Existem outras técnicas que nos permitem obter informações sobre o paciente tais como testes escritos ou visuais. Testes de aptidão, personalidade, projectivos( testes que recorremos a figuras ambíguas, em que o paciente tem de desenvolver uma historias sobre a figura) e testes de inteligência.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Correntes da Psicologia

No início do século XIX nasce a Psicologia como ciência, através da criação do primeiro laboratório de psicologia experimental em Dezembro de 1879, em Leipzig (Alemanha) por Wundt.
Surgem diferentes posturas de investigação científica –correntes- como a Psicologia Behaviorista (define o homem e os seus processos psíquicos como um ser primordialmente governado por estímulos do meio), a Psicologia Estruturalista (define o homem como um ser intencional, dono dos seus atos e da sua consciência), a Psicologia Construtivista (considera o homem numa perspetiva interacionista, fruto da constante relação homem-meio, sendo este homem considerado como um sistema aberto e em sucessivas reestruturações), Gestalt (explora a atenção, a perceção e a tomada de consciência pelo organismo como um todo) e a Psicanálise, que embora não tenha nascido no seio da Psicologia, caminha junto com ela na sua preocupação com o homem interior.

No quadro seguinte pode-se ver de forma sintetizada as correntes atrás referidas bem como os autores e os respetivos métodos utilizados.





Corrente
Objeto
Métodos de investigação
População estudada
Autores
Estruralismo
Estados de consciência
Instrospeção controlada
Observadores treinados
Wundt
Titchener
Behaviorismo
Comportamento observável do ser humano e do animal
Método experimental
Seres humanos e animais
Watson
Skinner
Tolman
Hull
Psicanálise
Inconsciente;
Estrutura psíquica;
Funcionamento psíquico
Método psicanalítico
Pacientes humanos
Freud
Adler
Rank
Jung
Anna Freud
Melanie Klein
Gestaltismo
Perceção e pensamento como totalidade
Método experimental; Instrospeção informal
Seres humanos e primatas superiores
Wertheimer
Kohler
Kofka
Construtivismo
Estruturas da inteligência
Método clínico; Observação naturalista
Crianças e adolescentes
Piaget
Centro de Epistemologia
Genética

quinta-feira, 15 de março de 2012

“A Psicologia possui um longo passado, mas uma curta história…”

Breve história
Aristóteles
(384 a.C. - 322 a.C.)
Desde a Antiguidade Clássica que a psicologia dá sinal de existência, mais concretamente na Grécia Antiga, pois o Homem sempre sentiu a necessidade de se questionar sobre si próprio, sobre a sua alma, sobre a sua mente, sobre a morte e o que vai para além dela e ao mesmo tempo sobre a sua interação com o mundo que o rodeia.


Há a natural evolução das civilizações e o Homem com o avanço das várias ciências vai tentar sistematizar a Psicologia. Uma das referências que contribuiu para o efeito foi o filósofo Sócrates que defendia que o conhecimento racional devia prevalecer sobre o conhecimento sensorial na resolução dos problemas.


Com Platão, discípulo de Sócrates, surge a ideia de que a alma é espiritual. Defende que a alma é imortal e o corpo não. Faz uma divisão, um lado orgânico – o corpo - e outro psíquico – a alma – e só se chega à verdade através da razão. Platão define um “lugar” para a razão no corpo - a cabeça. Aristóteles vai definitivamente impulsionar a Psicologia, sendo considerado até de pai da Psicologia pois foi ele quem escreveu o primeiro manual desta ciência, que ainda não era ciência – Acerca da Alma. Segundo este filósofo o corpo e a alma formam uma unidade indissociável, em que tudo o que “vai na alma” ou no “pensamento” são mostrados através dum corpo. Vai dar importância vital á observação e explicação. Defende que a nossa mente é um todo, muito mais do que um somatório de partes. Esta ideia contrapõe-se a Wilhelm Wundt, que diz que a nossa mente é constituída simplesmente por partes.


A cientificação desta ciência ganha uma grande impulsão com o capitalismo do séc.XVII e tudo o que ele trás associado, como a ideia de máquina e que tal como a máquina tudo pode ser estudado e explicado, a capacidade e destreza mental para questionar cada vez mais o conhecimento e separa-lo da fé que ate então era o único vínculo de pensamento. Este passado da psicologia contrapõe-se á sua curta história, isto porque a psicologia só surge como ciência no século XIX, na Alemanha por Wundt. Influenciado pelos filósofos empiristas, fisiologistas e psicofísicos experimentais, criou o primeiro laboratório de psicologia experimental em Dezembro de 1879, em Leipzig (Alemanha).A psicologia científica conquista verdadeiramente a sua autonomia, emancipando-se da filosofia. Foi também Wundt quem escreveu o primeiro tratado de psicologia: Fundamentos da psicologia fisiológica e criou a revista Philosophische Studien, dedicada a relatos de experiências. Criada então a Psicologia como ciência, esta adquire um objecto de estudo (o comportamento, a vida psicológica, a consciência) e um método de estudo sendo que tudo tem de ser comprovado. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Apresentação do grupo






Este blog foi criado pelo grupo de alunos do primeiro ano da Licenciatura de Ciências do Desporto da Universidade do Porto no âmbito da disciplina dePsicologia do Desenvolvimento e tem como objectivo expor de forma crítica os assuntos abordados na disciplina , bem como o debate sobre a importância da Psicologia do Desenvolvimento no Desporto.













Elementos do grupo:



Nome: Maria Isabel Justiniano Areias
Idade: 27 anos
Naturalidade: Glória - Aveiro
Profissão: Militar
Hobbies: Atletismo, viajar, cinema, ler
Finalidades da Licenciatura: Formação pessoal e profissional em Desporto, mais especificamente em treino desportivo para poder futuramente trabalhar em Clubes, Associações e Organizações.









Nome: André João Brazão Rebolo
Idade: 19
Naturalidade: Funchal - Madeira
Profissão: Estudante
Hobbies: Muay thai
Finalidades da Licenciatura: Quando acabar a licenciatura quero fazer mestrado em Actividade física ou Gestão Desportiva, e trabalhar na área dos ginásios e health clubs.


    


Nome: Diogo Miguel Dias Coelho Rodrigues
Idade: 18
Naturalidade: Beira - Moçambique
Profissão: Estudante
Hobbies: Basquetebol
Finalidades da Licenciatura: Após a Licenciatura espero ter obtido conhecimentos gerais para que possa trabalhar tanto como monitor, treinador e organizador de eventos desportivos mas também como professor completando o meu curso com o Mestrado de Ensino.




Nome: Filipe Adriano Bastos de Sousa
Idade: 30
Naturalidade: Matosinhos - Porto
Profissão: Polícia
Hobbies: Treinar, jogar, cinema, musica, viajar, desportos radicais...
Finalidades da Licenciatura: Complementar a minha formação tanto a nível pessoal, como a nível profissional.